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  Mentir no currículo pode ser considerado crime
09-06-2010

Mentir no currículo pode ser considerado crime

Num mercado de trabalho cada vez mais competitivo, há sempre quem distorce algumas informações para tornar o currículo mais atraente aos olhos dos recrutadores - seja ao incluir uma experiência profissional mesmo sem tê-la vivenciado, apontar um curso que nem se quer se matriculou ou até mesmo aumentar o nível de escolaridade. Mas, ao invés da visibilidade, o candidato poderá sofrer uma sanção penal. É o que prevê o Projeto de Lei nº 6561/09, que estabelece pena de dois a 24 meses de detenção para quem mentir no currículo.

A punição prevista será atribuída às pessoas que falsificarem o currículo - parte ou integralmente - para satisfazer interesses pessoais, causar danos a terceiros ou habilitar alguém a obter cargo, emprego ou qualquer outra vantagem. O projeto de lei tramita na Câmara dos Deputados e está sob análise da Comissão de Constituição e Justiça da Casa.

Embora o Código Penal já estabeleça diversas penas para casos de falsidade de documentos, não prevê punição específica para mentiras no currículo. O documento, porém, segundo a justificativa do PL, é alvo frequente de falsificação para obtenção de vantagens indevidas. Com a conquista de uma vaga, o candidato autor da falsificação, por exemplo, impedirá que outro profissional - provavelmente mais capaz - assuma ao cargo.

Diante de toda a polêmica acerca da veracidade das informações presentes no currículo, é essencial que o candidato busque a qualificação necessária para tornar o currículo profissional ainda mais atraente. A pós-graduação é uma excelente opção para quem deseja incrementar a trajetória acadêmica. No WDireito, os alunos contam com uma variedade de cursos de pós-graduação a distância. São cursos que aliam a já reconhecida excelência acadêmica à flexibilidade da educação a distância.


Autor: Patrícia Fernandes | Fonte: Redação WDireito